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Entrevista a Lourdes Fú Flores membro do BCIE

24/11/2016

Entrevista a Lourdes Fú Flores membro do BCIE

No marco da Rodada Internacional de Negócios "América Central 2016", que foi realizada nos dias 3 e 4 de novembro do presente ano, a área de Cooperação e Relações Internacionais da Agência ProCórdoba organizou as "Oficinas de Compras Públicas América Central 2016.

Participou como dissertante dessas oficinas, a Eng. Lourdes Fú Flores, Coordenadora de Aquisições/Programas Estratégicos e Aquisições do Banco Centro-americano de Integração Econômica (BCIE), no qual expos às empresas as características dos processos de aquisições do organismo que representa.

A Contratação Pública Internacional (CPI) compreende os processos de aquisição realizadas pelas autoridades públicas de um país e as organizações internacionais para adjudicar contratos de obras, subministros e serviços. Esta modalidade constitui para as empresas uma via importante de exportação, motivo pelo qual a Agência ProCórdoba realiza este serviço de capacitação e assessoria a empresas.

A continuação, a seguinte entrevista na qual, a Eng. Fú Flores nos expressa suas impressões e sugestões sobre o serviço de Licitações Internacionais da área de Cooperação e Relações Internacionais da nossa Agência

Para saber sua opinião e sugestões sobre o Serviço prestado pela área, a equipe de trabalho manteve o seguinte diálogo com a representante do BCIE:

- Como descreveria a instituição que representa?

- O BCIE é um organismo internacional de crédito que canaliza recursos de cooperantes externos. Começou tendo como âmbito de ação exclusivo na América Central e mais recentemente começou a se desempenhar na América Latina, incluindo a Argentina.

- Qual é sua opinião sobre o papel da Agência ProCórdoba na interação entre o público e o privado?

- Na minha opinião, a ProCórdoba tem um papel estratégico, pois promove a participação das empresas em processos que habitualmente elas não sabem por desconhecimento. Seria bom que existisse em outros países. 

- Qual sua opinião sobre as Oficinas de Compras Públicas da América Central que participou como dissertante?

- Estas Oficinas de Compras Públicas são inovadoras. Graças a esta iniciativa podemos ajudar e guiar as empresas na participação em licitações. Geralmente, o que fazemos é fortalecer capacidades dos entes executores, quem são os que armam as licitações. Nesta oportunidade, estamos do outro lado da moeda, o que é igualmente importante. As empresas devem saber o que apresentar e como, por este motivo estamos aqui e a sua inteira disposição.

- O que as empresas cordobesas devem saber para participar nos processos de compras públicas do BCIE?

- Devem ler atentamente os documentos de capacidade que são solicitados, para tê-los preparados antes da edição do processo licitatório concreto. E devem estudar com cuidado com o que é pedido, pois isso é o que deve ser apresentado e não outra coisa.  

- O BCIE exige que os processos sejam devidamente publicitados através de jornais, quais são eles?

- O país, onde o projeto é executado, deve publicar o aviso no jornal 4 vezes. Isso é feito nos jornais de maior circulação nacional e nos dias de maior circulação. A determinação de em qual jornal deve ser publicado e quais os dias para fazê-lo corresponde ao organismo executor.  De maneira adicional, o aviso de licitação será publicado eletronicamente na página web do BCIE.

- Se uma visita for condição obrigatória, uma empresa que não participar na mesma fica excluída da licitação? 

- Se uma reunião de homologação for solicitada através de uma condição, ela é obrigatória porque é dado a cada um dos presentes um certificado de assistência sendo um requisito apresenta-lo em um envelope contendo as capacidades da empresa. A estas reuniões, podem ir representantes da empresa que estejam no país ou na região, não é preciso que uma empresa cordobesa gaste mandando alguém da Argentina até lá. 

- Que tipo de garantias é pedido ao BCIE?

- As licitações dos governos acostumam pedir uma garantia de manutenção de oferta, quanto que para o BCIE não é obrigatória, só vai aparecer se o montante e complexidade do processo forem altos. A razão disto é que as licitações institucionais não são abertas, são efetuadas com o portal de fornecedores do Banco, o que indica um interesse das empresas em fornecer o bem ou o serviço em questão. 

A garantia de cumprimento é pedida geralmente, principalmente nas licitações de obras e não nas de consultoria, e no caso das gestadas pelos governos são obrigatórios. Neste caso, quando um processo inclui um antecipo, obrigatoriamente compreende uma garantia de antecipo. 

Finalmente, deve-se observar as garantias que o mercado utiliza para cada bem ou serviço, pois provavelmente as licitações usem um critério similar. Nos processos do BCIE pode-se usar as garantias bancárias, ou seja, com representação de um banco local ou via swift, isto é, mediante seguradoras. O Banco não tem uma lista de seguradoras com as quais trabalha. 

- Quais linhas de ação vê a futuro? Quais ações podem ser coordenadas entre sua instituição e a Agência ProCórdoba?

- Deve-se realizar um seguimento às empresas, incentivando-as a inscrever-se às instituições que gestam licitações, consultando se encontraram oportunidades de interesse e estando a disposição […] efetuando alguma consulta caso for necessário […].

A ProCórdoba e o BCIE podem trabalhar em conjunto em pós de reunir as pessoalidades decisórias de vários entes executores centro-americanos, tanto de maneira presencial quanto através de videoconferência, de maneira a permitir a um grupo de empresários cordobeses apresentar os produtos da oferta exportável cordobesa. A sede do BCIE está à disposição para efetuar esta tarefa.

Tenha acesso a mais informação sobre o nosso serviço de Assistência e Capacitação em Licitações Internacionais clicando aqui



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